Saltar para o conteúdo
Voltar ao Lab

Gestão

Axis.Pulse

A pergunta

Como podemos transformar a atividade diária de uma empresa de serviços numa visão de gestão permanentemente atualizada?

Potencial

Numa empresa de serviços, o que é feito hoje só aparece na gestão semanas depois. Encurtar essa distância permite decidir enquanto ainda é possível mudar o resultado.

Porque é que a gestão de uma empresa de serviços vê os problemas tarde demais?

Porque o que é feito hoje só chega à gestão semanas depois. O trabalho acontece em horas registadas, conversas com clientes e tarefas concluídas, mas a gestão só o vê num relatório mensal, depois de fechado, validado e agregado.

Nesse intervalo, o que podia ter sido corrigido já não pode. Um projeto que está a consumir o dobro das horas previstas é detetável na segunda semana, mas normalmente só é detetado no mês seguinte, quando a margem já se perdeu e a única decisão que resta é como a explicar.

O que muda quando a gestão vê a atividade a tempo de agir?

Passa a ser possível decidir enquanto ainda se pode mudar o resultado. Não é uma diferença de velocidade, é de natureza: um indicador que chega a tempo é uma decisão, e o mesmo indicador a chegar tarde é apenas um relatório.

Há três decisões concretas que dependem disto. Realocar pessoas antes de um projeto derrapar, em vez de compensar depois. Falar com o cliente enquanto o desvio ainda é pequeno, que é uma conversa muito diferente da que se tem no fim. E aceitar ou recusar trabalho novo com a ocupação real à frente, e não com a do mês passado.

Porque é que é difícil ter uma visão de gestão sempre atualizada?

Porque a informação existe, mas está espalhada por sistemas que não foram feitos para comunicar entre si, e a parte mais valiosa (o que está realmente a acontecer num projeto) vive em conversas e não em campos. Pedir às equipas que registem mais é a solução óbvia, e é a que falha sempre: o registo compete com o trabalho, e perde.

Por isso, o desafio principal não é técnico. É desenhar uma leitura que se alimente do que as pessoas já fazem, sem lhes pedir trabalho extra para produzir a visibilidade de que a gestão precisa.

Que sinais do dia a dia antecipam um desvio num projeto?

Os primeiros sinais raramente estão nos números finais; estão no ritmo. Horas consumidas mais depressa do que as entregas avançam, tarefas que são dadas como concluídas e voltam a abrir, um aumento súbito de troca de mensagens com o cliente, ou datas internas que vão sendo empurradas uma semana de cada vez.

Cada um destes sinais, sozinho, pode ter uma explicação inocente. Quando aparecem juntos no mesmo projeto, quase sempre indicam um problema que ainda não chegou à margem, mas vai chegar. A hipótese do Axis.Pulse é que estes padrões podem ser lidos a partir dos sistemas que a empresa já usa, sem que ninguém tenha de os assinalar.

Em que fase está o Axis.Pulse?

Está em fase de protótipo: existe uma primeira versão a funcionar, que está a ser usada para testar se a leitura proposta corresponde ao que de facto acontece nos projetos.

Continuar a explorar

Tem uma pergunta que ainda não encontrou resposta?