Estratégia
Perceber e repensar.
Clarificar o problema, o contexto e as possibilidades reais antes de comprometer recursos.
Fica com: o problema nomeado com precisão, o que o está a alimentar, e um ponto de partida em que a organização acredita.
Como Pensamos
Não temos uma metodologia para vender. Temos uma forma de olhar, e é ela que decide por onde começamos.
Compreender
Começamos por aquilo que ainda não foi dito.
Toda a organização tem duas versões de si própria: a que está escrita e a que acontece todos os dias. Os documentos descrevem a primeira. As pessoas vivem a segunda.
A distância entre as duas é, quase sempre, onde o problema está a ganhar forma. É por aí que entramos.
Questionar
Questionamos se aquilo que nos pedem é aquilo de que realmente precisam.
Um pedido bem formulado já contém uma hipótese sobre a causa. Aceitá-lo sem o examinar é herdar o diagnóstico de outra pessoa.
Não o fazemos por desconfiança. Fazemo-lo porque a pergunta certa poupa meses de trabalho na direção errada.
E se o problema que está a tentar resolver não for o verdadeiro problema?
Ouvimos o que nos dizem. Observamos o que realmente acontece.
Observar
Ouvir é essencial, mas não chega. O que uma equipa descreve numa reunião é aquilo que consegue articular; o que faz às terças-feiras às onze da manhã é aquilo que a organização realmente é.
Passamos tempo suficiente com ambos para perceber onde se afastam.
Cinco dimensões
Quem decide, quem executa, quem sabe o que nunca foi escrito.
O que está desenhado e o que acontece de facto.
O que existe, o que circula e o que chega a tempo.
O que resolve e o que apenas acrescenta camadas.
O que se mede, o que se prioriza e o que se deixa acontecer.
Um problema raramente começa onde se manifesta.
Um sintoma comercial pode ser um problema de informação. Um problema de informação pode ser um problema de processo. Um problema de processo é, muitas vezes, um problema de decisão.
Olhamos para as cinco dimensões ao mesmo tempo, porque elas não funcionam separadas.
Tecnologia
Não começamos pela tecnologia. Começamos pelo problema.
Nenhuma destas palavras é uma resposta enquanto não existir uma pergunta.
A melhor tecnologia não é a mais avançada. É a que resolve o problema. Às vezes, a conclusão honesta é que não é preciso tecnologia nenhuma.
O método, aplicado
Há qualquer coisa que não está a funcionar, mas não consigo perceber exatamente o quê.
O sintoma quase nunca coincide com a causa. Margem que cai, equipas que se desgastam, decisões que demoram: normalmente são efeitos de uma acumulação silenciosa de complexidade que ninguém decidiu criar.
Olhamos transversalmente para pessoas, processos, informação, tecnologia e gestão, separamos sintoma de causa e devolvemos uma leitura clara do que está realmente a acontecer, mesmo quando é desconfortável.
Um problema nomeado com precisão, uma lista curta do que o está a alimentar e um ponto de partida em que a organização acredita.
Até ao fim
Não ficamos na estratégia. Compreender é o princípio. Depois é preciso estruturar, transformar e fazer acontecer, e é aí que a maior parte das ideias se perde.
Perceber e repensar.
Clarificar o problema, o contexto e as possibilidades reais antes de comprometer recursos.
Fica com: o problema nomeado com precisão, o que o está a alimentar, e um ponto de partida em que a organização acredita.
Simplificar e desbloquear.
Reorganizar o que se tornou complexo e retirar o que bloqueia a decisão.
Fica com: um caminho em etapas e o critério por trás dele. O que vem primeiro porque desbloqueia o resto, e o que não deve mesmo ser feito.
Construir e implementar.
Acompanhar até a mudança existir na operação, não apenas na apresentação.
Fica com: a mudança a funcionar no dia a dia, e a equipa capaz de a manter depois de sairmos.
Traga-nos um problema que ainda não sabe nomear.